Profª. Izamar Milidiú

Nascida em Porto Alegre Em 03 de dezembro de 1950 e falecida em 12 de outubro de 1993.Casada com o Profº Sérgio Costa Lima da Silva e mãe de Sérgio Luis Milidiú da Silva e Oscar Luis Milidiú da Silva.

Médica especialista em Dermatologia, título que lhe foi conferida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia após brilhante aprovação em concurso. Professora Assistente de Dermatologia da Escola de Ciências Médica de Volta Redonda, contratada em 1975 e posteriormente promovida a professora adjunta o cargo que exerceu com dedicação sabedoria e probidade até o inicio de sua doença. Izamar foi presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Secção Niterói, em 1985.Editora Chefe da Revista “Anais do Hospital da Siderúrgica Nacional” e posteriormente “Anais da Escola de Ciências Médicas”, publicou durante dez anos inúmeros artigos de qualidade científica e de importância na sua especialidade.

Editou o livro “Dermatopatologia”, lançou em 1983, em Recife, por ocasião do Congresso Brasileiro de Dermatologia. Obra importante na formação dos dermatopatologistas brasileiros por ser o primeiro trabalho de qualidade no assunto no Brasil. O objetivo maior da obra em epígrafe foi o de divulgar o trabalho dos dermatologistas brasileiros que colaboram com a autora.

Ficou entusiasmada e extremamente gratificada com o sucesso do seu livro a tal ponto que decidiu escrever outro e em 1987, no Congresso Brasileiro de Dermatologia realizado em Goiânia lança “Acne Alopeçias e Sensibilidade Cutânia”, tema escolhido pela grande incidência e pelos avanços obtidos no conhecimento dessas patologias e no tratamento das mesmas. Participou de vários congressos nacionais e internacionais onde apresentou inúmeros trabalhos científicos e comunicações destacando-se “O Estudo duplo-cego do creme Mupirocin a 2% em Piodermite” em Nassau-Bahamas em 1990 e o “Uso da Isotretinoina Sistêmicas” em 1992 em New York.

Ao Professor Sérgio Silva foi sempre grata pelo entusiasmo com que recebia suas produções e pelo estímulo com o qual sempre a brindou. Seu marido chamava-a de irriquieta cerebral tal a atividade intelectual desenvolvida pela Profª Izamar.

Izamar, apesar de toda essa produção cientifica e da dedicação ao seu trabalho, principalmente, á sua clínica jamais deixou de ser mãe extremada e esposa companheira para todos os momentos, segundo depoimento do seu marido, foi sua cúmplice até no silêncio. De uma alegria contagiante, espírito sempre alerta, com o seu sotaque sulino característico, em qualquer reunião que estivesse envolvi todos com a sua simpatia e polidez e nenhum amigo conseguia ficar triste perto dela. Seu falecimento prematuro foi uma grande lacuna para a comunidade cientifica. Para seus familiares e seus inúmeros amigos uma perda irreparável.

Izamar, onde você se encontre, fique certa que a sua imagem de mulher inteligente, alegre e divertida perdurará para sempre; na memória de todos nós.

* Prof. Julio Gomes – Livre Docente – UFRJ